Syngonanthus nitens
Antes da publicação: pesquisar avaliação nacional nominal, conferir listas legais federais e estaduais e manter avaliação científica separada de proteção legal.
Eriocaulaceae / Poales
capim-dourado
CEF-TAX-000002 · Ficha V1.0
Conhecida como capim-dourado, é uma sempre-viva de campos úmidos. O dourado famoso está nos escapos secos usados no artesanato, e não nas flores. É nativa do Brasil, mas não endêmica: fontes taxonômicas indicam distribuição mais ampla na América do Sul tropical.

| Nome aceito | Syngonanthus nitens (Bong.) Ruhland | A |
|---|---|---|
| Família | Eriocaulaceae | A |
| Ordem | Poales | A |
| Gênero | Syngonanthus | A |
| Basiônimo | Eriocaulon nitens Bong. | A |
| Publicação da combinação | Pflanzenreich IV.30 (Heft 13): 254, 1903 | A |
| Nome popular | capim-dourado | A |
| Nome regional | sedinha, no uso dos escapos na Cadeia do Espinhaço | B |
| Sinônimos principais | Dupatya nitens (Bong.) Kuntze; Paepalanthus nitens (Bong.) Kunth; Syngonanthus retrorsociliatus Silveira; Syngonanthus auripes Silveira. A sinonímia completa, extensa, fica preservada no banco. | B |
Fontes taxonômicas internacionais atuais indicam distribuição mais ampla na América do Sul tropical. Por isso o capim-dourado não é tratado como endêmico do Cerrado nem do Brasil. Parte da literatura ecológica usa “endêmica do Brasil Central” em sentido regional; o atlas segue a fonte taxonômica e registra a divergência. A
Escopo: espécie; ocorrências documentadas até 2010
Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rondônia, Sergipe, São Paulo, Tocantins
Domínios fitogeográficos
Fonte: Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil (2010)
Herbácea perene, sempre-viva, com roseta basal de folhas. Tratamentos internacionais a descrevem como geófita ou rizomatosa. É policárpica e, no Jalapão, tem reprodução clonal documentada por gemas laterais; ali as rosetas medem em média cerca de 4 cm de diâmetro e costumam produzir poucos escapos por ano. A
Ambientes documentados
As flores ficam reunidas em capítulos terminais, no alto de escapos florais que saem de uma roseta basal. As brácteas involucrais aparecem em séries, aumentando gradualmente de comprimento. Em tratamento taxonômico regional, as raízes são descritas como alaranjadas e esponjosas.
A busca por cor do atlas usa a estrutura da planta. Assim, o capim-dourado não aparece como “flor dourada”.
O brilho que deu nome à planta está nos escapos secos, as hastes que sustentam os capítulos. São eles a matéria-prima do artesanato. A cor da flor em si não entra nesta ficha como “dourada”.
O ciclo muda de região para região. No Jalapão ele está bem descrito do escapo à dispersão; em Minas Gerais, os estudos mostram outros ritmos. Alocal / C nacional
| Local e fonte | jan | fev | mar | abr | mai | jun | jul | ago | set | out | nov | dez | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Jalapão, TOestudos no Jalapão | crescimento dos escapos | crescimento dos escapos | floração | sementes | sementes | dispersão | dispersão | floração a partir de julho; sementes do fim de agosto a setembro; dispersão do fim de outubro a novembro | |||||
| Presidente Kubitschek, MGestudo recente em comunidade quilombola | floração | floração | pico de floração | aumento de inflorescências de junho a agosto, com pico em agosto | |||||||||
| Serra da Canastra, MGFlora de Eriocaulaceae da Serra da Canastra | maior frequência de registros | maior frequência de registros | maior frequência de registros | maior frequência de registros | maior frequência de registros | maior frequência de registros | registros reprodutivos | registros reprodutivos | registros reprodutivos | registros reprodutivos | registros reprodutivos | registros reprodutivos | material reprodutivo coletado o ano todo, mais no primeiro semestre |
Escopo: populações estudadas, principalmente no Jalapão. Fonte: Schmidt et al.; literatura experimental. B
O fogo faz parte do manejo tradicional dos campos úmidos com capim-dourado no Jalapão. Aqui, cada tipo de conhecimento aparece separado.
Comunidades locais usam queimadas periódicas e relacionam o fogo à floração.
O fogo integra o manejo tradicional dos campos úmidos no Jalapão. Fica registrado como prática, sem virar recomendação: o atlas não indica quando nem como queimar.
Um estudo sobre altas temperaturas e sementes distingue explicitamente o conhecimento tradicional do efeito demonstrado em experimento.
O atlas não afirma que “o fogo faz o capim-dourado florescer” como regra universal. Cada registro traz o tipo de conhecimento, o lugar e o regime de fogo.
Nesta rodada não foi encontrada uma avaliação nacional nominal clara. Ausência de avaliação não significa “não ameaçada”.
Antes da publicação: pesquisar avaliação nacional nominal, conferir listas legais federais e estaduais e manter avaliação científica separada de proteção legal.
Um resultado experimental local não é autorização geral de manejo. Legislação vigente e recomendação oficial são registros à parte.
| Campo | Nível | Situação |
|---|---|---|
| Nome aceito | A | Flora e Funga + IPNI/POWO |
| Autoria | A | confirmada |
| Família | A | confirmada |
| Basiônimo | A | IPNI |
| Sinonímia | A/B | extensa; revisar lista final |
| Nome capim-dourado | A | amplamente documentado |
| Distribuição ampla | A | taxonomia + flora regional |
| Endemismo brasileiro | A | não endêmica segundo fontes taxonômicas |
| Habitat úmido | A | vários estudos |
| Fenologia Jalapão | Alocal | estudos específicos |
| Fenologia nacional | C | não generalizar |
| Morfotipos artesanais | Alocal | estudo anatômico |
| Relação com fogo | B | separar tradição e experimento |
| Efeitos da colheita | Alocal | experimento publicado |
| Conservação nacional | D | não confirmada nesta rodada |