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Ficha em revisão científica. Dados taxonômicos e ecológicos são apresentados com fontes; lacunas não são preenchidas por inferência.

Melastomataceae

Tibouchina papyrus (Pohl) Toledo

pau-papel

CEF-TAX-000010 · Ficha V2.0 · CEF-TPL-01 · Método CEF-MET-01

Espécie emblemática de campos rupestres do Cerrado, conhecida como pau-papel. Possui distribuição brasileira restrita e biologia reprodutiva estudada na Serra dos Pireneus, Goiás.

  • Forma de vidaArbusto ou árvore pequena
  • Cor da florRoxa / violeta
  • Status da fichaRevisada pelo método
Flores reais de Tibouchina papyrus, pau-papel

01Identidade

Nome científicoTibouchina papyrus (Pohl) Toledo
FamíliaMelastomataceae
OrdemMyrtales
Nome popularpau-papel
Forma de vidaArbusto ou árvore pequena
Origem / endemismoNativa e endêmica do Brasil

Regra taxonômica: dados de variedade, subespécie ou sinônimo não são transferidos automaticamente para a espécie.

02Distribuição

O CNCFlora registra a espécie como endêmica do Brasil, com ocorrências confirmadas no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Tocantins; domínio fitogeográfico Cerrado. O POWO reconhece o nome Tibouchina papyrus como aceito.

ACALAPAMBACEDFESGOMAMTMSMGPAPBPRPEPIRJRNRSRORRSCSPSETO
ocorrência documentada na síntese da ficha não marcado nesta versão

Leitura do mapa

O diagrama é uma síntese editorial das fontes incorporadas. Não substitui consulta a herbários ou bases oficiais e não transforma ausência de marcação em ausência biológica.

03Habitat e forma de vida

Campos rupestres do Cerrado. A avaliação CNCFlora cita registros em diversas unidades de conservação, incluindo Serra Dourada, Pireneus e Chapada dos Veadeiros.

04A flor

Flores roxas a violetas, vistosas, típicas de Melastomataceae. A ficha não usa a fotografia como única fonte de cor; a caracterização é vinculada à literatura botânica e aos estudos reprodutivos.

Cor de referência: Roxa / violeta. O indicador cromático é editorial, não medição colorimétrica.

Cor floral documentadaReferência visual da fichaRecurso editorial; não é medição colorimétrica.

05Floração e frutos

No Parque Estadual da Serra dos Pireneus (GO), a floração estendeu-se de dezembro a junho, dependendo do ano. O amadurecimento dos frutos ocorreu entre abril e outubro, e a dispersão de sementes coincidiu com a queda foliar na estação seca.

Regra de escopo: observações locais ou regionais permanecem identificadas como tais; não são convertidas em calendário nacional.

Evento / estudoJanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Síntese da evidênciaescopo indicado no texto

Regra do calendário Dados mensais destacados apenas quando sustentados por estudo incorporado; células neutras não significam ausência do evento.

06Polinização e reprodução

Experimentos no Parque Estadual da Serra dos Pireneus caracterizaram a espécie como xenógama facultativa: houve maior formação de frutos por polinização cruzada (45%) do que por autopolinização (12%); flores emasculadas para testar agamospermia não formaram frutos. O resultado é local e não deve ser tratado como taxa nacional.

PolinizaçãoEm revisãoA ficha não atribui polinizador sem estudo específico conferido
Regra de evidênciaSem extrapolaçãoResultado local permanece local; lacuna permanece explicitada.

Módulo específicoEndemismo e campos rupestres

Leitura biológica da espécie

A distribuição restrita e os ambientes rupestres tornam o recorte geográfico parte central da leitura da espécie.

  • Confiança: A/B
  • O módulo específico não substitui as seções fixas do gabarito.

07Conservação

CNCFlora: LC — Menos Preocupante, avaliação de 2021. A justificativa cita EOO amplo, mais de dez situações de ameaça e registros em unidades de conservação, além de ausência de dados de declínio populacional que sustentassem categoria de maior risco. A avaliação histórica de 2011 havia sido NT.

Categoria de conservação

Somente categoria diretamente conferida é destacada.

NEDDLCNTVUENCREWEX
LC · categoria incorporada

08Usos, pressões e relações

O CNCFlora registra forte potencial ornamental em razão do longo período de floração, citando Telles et al. (2010). Isso é registro de uso/potencial, não recomendação de coleta em populações naturais.

Regra do Atlas: registro de uso não equivale a recomendação de consumo, manejo ou tratamento.

RegistroSomente usos ou relações sustentados pelas fontes da ficha.
LimiteRegistro etnobotânico ou ecológico não equivale a recomendação de consumo, manejo ou tratamento.

09Confiança dos dados

CampoNívelSituação
TaxonomiaAPOWO/Kew e dados interoperados CNCFlora
EndemismoACNCFlora
Distribuição brasileiraACNCFlora; DF, GO, MT, TO
HabitatACNCFlora; campos rupestres do Cerrado
FenologiaAlocalestudo no Parque Estadual da Serra dos Pireneus
Sistema reprodutivoAlocalexperimentos de polinização manual
ConservaçãoACNCFlora 2021: LC
Uso ornamentalBCNCFlora citando literatura científica

Escala: A autoritativo/primário; B científico bem documentado; C secundário ou predição; D provisório/não confirmado. Veja a metodologia completa.